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30/11/2017 13:47:54



INSERÇAO DA MULHER NO MERCADO DE TRABALHO NA ATUALIDADE

                                                           SANDRA CAMPAGNOLO MIGLIORINI

                                                        migliorinisandra@yahoo.com.br

Professora  da Rede Municipal de Cerro Grande-RS, licenciada em Historia na UNIJUI-Ijui-RS,       

       pós-graduada em Ciências Sociais na CELER FACULDADES , SC, pós-graduada em Gestão

Escolar na UFRGS,RS.

 

RESUMO  

O presente trabalho “Inserção da Mulher no Mundo do Trabalho NA ATUALIDADE”, visa resgatar a história das mulheres em três segmentos: na sociedade, na família e na religião. A partir dessa análise busca compreender como ocorreu o processo de inserção da mulher no mundo do trabalho e como essa inserção contribuiu para a história da mulher na atualidade. Na sociedade de hoje, bem como em outros tempos, a mulher é co-autora de tudo, e sem ela, a sociedade não existiria. A mulher tem papel muito importante em todos os setores; religioso, econômico e social. São muitos os fatores que levam as pessoas a terem autoestima baixa, a acomodação de não se projetar em certas conquistas, de não lutar por seu lugar em certos setores como político, econômico, cultural e social, críticas, rejeições, faltas de incentivos, machismo, pobreza, abusos, etc. No caso da mulher temos que levar em consideração o lugar em que ela se encontrou inserida em nosso contexto cultural e social. 

Palavras chave: mulher, sociedade e inserção      

 

 INTRODUÇÃO   

Este trabalho “Inserção da Mulher no Mundo do Trabalho” atualmente foi construído a partir de leituras bibliográficas sobre a mulher no decorrer dos anos, e principalmente como aconteceram as experiências sociais e culturais. 

A intenção desta pesquisa é analisar a inserção da mulher no mundo do trabalho, bem como sua participação nas demais atividades referentes à vida social, política e cultural.

O interesse em estudar esse tema deve-se ao fato de que somente no final do século XVIII(1789), na Revolução Francesa, surge a primeira declaração dos direitos da mulher e da cidadã. No entanto somente no século XX e que  as mulheres começaram a se organizar e discutir sobre alguns de seus direitos como voto, trabalho, liberdade, educação, igualdade. 

Na sociedade complexa de hoje a mulher vem se libertando cada vez mais, participando e mostrando o quanto ela é organizada e capaz. Nesse contexto, busca-se identificar o valor da participação social e cultural desse binômio, mulher e trabalho.

Aqui procura-se descrever sobre a mulher na sociedade atual quando não é mais submissa, tratada como objeto e  sexo frágil. Está hoje buscando cada vez mais seu espaço e deixando de existir única e exclusivamente aos filhos e ao marido. Essa é a mulher do novo milênio: batalhadora, independente, ciente de seus direitos perante a sociedade. É ela que vem, derrubando tabus, revolucionando tradições, marcando presença em lugares antes restritos aos homens.

As mulheres alcançaram muitos resultados, no entanto, muito tem que ser feito, afinal são muitos séculos de historicidade. O preconceito, a discriminação, a violência, as desigualdades sociais ainda são problemas corriqueiros na vida das mulheres, no entanto, numa proporção muito menor daquela que conhecemos.       

2 A MULHER NA ATUALIDADE  

2 .1 NA SOCIEDADE   

Atualmente embora a Constituição diga que homens e mulheres são iguais, não é exatamente o que acontece como coloca Dias:  

No entanto, todo mundo sabe que a igualdade ainda esta longe de ser atingida. Mesmo tendo às mulheres conseguido alguns avanços, mesmo que tenham conquistado um pouco mais de espaço, as tarefas domésticas e o compromisso com relação aos filhos permanecem com raríssimas exceções sendo encargo exclusivamente feminino. Os homens, no máximo, prestam algum auxilio, mas a responsabilidade pelo funcionamento do lar continua sendo da esposa, da mãe (2004, p.21).   

Contudo, a presença das mulheres vem crescendo nos escritos, pois elas estão se tornando mais visíveis devido as suas conquistas. Há uma maior presença feminina no mercado de trabalho e nas universidades, conjugada a expansão da luta das mulheres pela igualdade de direitos.  

Isso se deve ao fato, de possuírem algumas habilidades que as diferenciam dos homens como: são mais persistentes numa negociação; sabem trabalhar em equipe; fazem planejamento a longo prazo e preocupam-se com detalhes.  A partir dessa constatação pode-se encontrar algumas razões para a transformação da vida das mulheres nos últimos anos.

A primeira motivação para a saída da mulher de casa em busca de trabalho foi econômica, visava uma vida menos apertada. Além disso, havia o desejo da realização pessoal, busca de identidade que até então a sociedade ignorara é o que constata Maciel:

[...] a categoria trabalho, para as mulheres, ganha outro sentido, que vai além de prover a própria sobrevivência. Existe uma outra lógica que comanda esse processo, que não é o do mundo mercantil, mas é a do mundo construído por representações, por recursos simbólicos [...] que dão sentido ao seu lugar no mundo [...]. O trabalho não é um momento isolado na vida dessas mulheres: faz parte de um projeto maior de vida [...] (2001 p. 16-17).       

 O papel da mulher hoje na sociedade não é mais o de somente auxiliadora, nem de imitadora, nem de competidora, mas sim de ser humano, com igualdade de direitos e deveres de uma cidadã: livre, responsável e capaz.  Segundo Lisboa (1989), a mulher não deseja em momento nenhum da história tomar o lugar do homem, apenas reivindica seus direitos. Aos homens continua sendo de sua responsabilidade o apoio e proteção à família, bem como pela ação política e econômica na sociedade. As mulheres ficam com a responsabilidade pelos cuidados da casa e criação das crianças e num plano ainda significativo, dentro de suas possibilidades, dedicam-se ao mundo do trabalho e político. 

No entanto, prova que diferentemente do que se dizia, a mulher é tão capaz quanto o homem e isso esta no fato que a mulher conseguiu transferir sua experiência cultural de administração do lar para o mundo do trabalho. Conforme Maciel (2001, p.20) “percebe-se que a mulher já mantém sob seu controle, a casa e o cuidado que ela envolve, assumindo cada vez mais o sustento econômico da família como um todo”. Portanto, tornam-se excelentes administradoras e comprovam que, apesar de historicamente terem sido consideradas frágeis, estão aos poucos se destacando e ocupando seu espaço, mesmo que esse processo tem se mostrado lento.  A verdade, é que, cada vez mais, as mulheres tendem a cobrar de si mesmas uma realização e a imagem bem sucedida nas mais diversas atividades da vida, pois atualmente ela não se limita apenas ao mundo da casa, mas a outros anseios, desejos, projetos de vida que lhes possibilitam não depender única e exclusivamente do homem. Muitas vezes é uma cobrança totalmente íntima e particular, outras são diversas situações que a vida lhes impõe como: viuvez, separação, opção de viver independente.  

Em decorrência desses fatores hoje é possível que muitas mulheres administrem uma vida, um lar e uma família sozinha. Talvez seja pelo gratificante trabalho de orientar e coordenar o lar e a educação dos filhos ou, simplesmente as condições reais em que se encontram nesse momento histórico. Para tanto se faz necessário a instrução e por isso a cada dia que se passa as mulheres estão cada vez mais buscando o seu espaço, os seus direitos.  

2.2 NA FAMÍLIA     

Ao longo da história a mulher viveu subalterna ao marido e ao pai, situação essa que começou a mudar no século XX. Hoje falar da mulher na família é deparar-se com uma mulher guerreira, batalhadora que além de pensar na família, nos filhos, no marido sente-se responsável por grande parte do que ela ajuda a colocar para dentro de casa. Seu compromisso hoje é de uma mãe zelosa que pensa não só no seu próprio mundo, mas, principalmente em dar melhores condições de vida para sua família. Nesse sentido Maciel (2001, p.19) coloca que “a vida da mulher, do homem e dos filhos se constrói de tal forma que é fundamental considerar as diferenças e especificidades de cada um no meio social onde atuam”. 

É nesse sentido que Maciel (2001, p.103) nos coloca que “para as mulheres família e trabalho se revelam palavras e experiências profundamente interligadas no cotidiano”.  Ao contrário do que se pensava, a família ainda hoje é o centro, lugar de unidade, de respeito entre pais e filhos, esposa e esposo e assim por diante. Segundo Maciel, (2001, p.103) “a família é a instituição de mediação mais decisiva entre individuo e sociedade; é ela que transmite, na sua expressão concreta os elementos básicos da vida social para cada nova geração”. 

Ainda conforme Maciel: 

As configurações familiares e suas práticas se constituem de acordo com a situação de classe e com especificidades do momento histórico em que vivem [...]. A visão de Bilac complementa-se com a de Sarti (1996), que diz haver uma ordem moral que organiza a família, portanto, ela não é apenas uma unidade econômica; há uma razão simbólica que se reatuliza nos diversos arranjos feitos pelas famílias com seus parcos recursos. (2001, p.103 apud Bilac, 1989) 

 De acordo com Maciel, a situação da mulher brasileira não se generaliza e isso se deve ao fato de que dependendo da classe social em que a mulher nasce são as condições que essa terá para se tornar uma profissional qualificada. Fato esse que se comprova com relação às mulheres de classe rica que têm possibilidades de escolherem profissões de mais alto escalão. Aqui se percebe a diferença da classe rica em relação à classe pobre. Enquanto a mulher rica se ocupa única e exclusivamente aos estudos, a mulher da classe pobre tem que dividir o seu dia em dois trabalhos: o de fora, para trazer o sustento da família e a labuta diária do lar, não remunerada, arrastando-se como uma obrigação que caminha de século em século. 

A mulher atual desempenha os mesmos trabalhos que os homens, excetuando-se alguns trabalhos físicos, que geralmente são feitos por homens, devido a sua anatomia física, sua parte intelectual, inteligência. 

Hoje o perfil das mulheres é muito diferente daquele do início do século XX, pois assumiu muitas responsabilidades antes exclusivas do homem. No entanto, ela acumula ainda em dias atuais tarefas tradicionais como: ser mãe, esposa, e dona de casa. 

Outro fato que se deve destacar é o de que as mulheres adquiriram consideráveis mudanças comportamentais na sociedade. No entanto, ainda hoje prevalecem costumes machistas e discriminatórios. Talvez até inconscientemente ou então pela convivência de pessoas mais idosas, os próprios pais e mães rotulam que determinado comportamento seria o ideal. Isso pode influenciar positiva ou negativa dependendo do caráter do indivíduo. 

Portanto, muito pode ser feito e isso parte de pequenas iniciativas, tais como, ensinar que os trabalhos domésticos são responsabilidade de todos, não deixando de mostrar que homens e mulheres são iguais em direitos, independente de raça e credo e que esse é o verdadeiro sentido de família - onde todos têm sonhos, almejam conquistas e, para tanto, não é diferente para as mulheres.     

 2.3 NA RELIGIÃO    

Atualmente a mulher do ponto de vista religioso não se configura igualmente àquela do passado. Maciel (2001.p.118) diz que “a equação milenar mulher-mãe era o freio que a própria natureza circunscrevia, o espaço que freava a sexualidade feminina”. Tal situação ocorria, visto que, ao longo da história a religião usava a criação da mulher feita da costela do Adão como forma de instigar a submissão. 

Hoje essa situação mudou em algumas civilizações, no entanto em outras permanece muito forte conforme Chassot nos coloca:  Mesmo que tenhamos a convicção de que não somos assim por acaso, e que aceitemos fortes marcas constitutivas fundadas no mito de Pandora ou nas concepções da fecundação de Aristóteles, ou na nossa cosmogonia com um Deus masculino ou em uma mulher sendo a responsável pela perda do paraíso ou ainda mais em uma Igreja que se assume na sua origem como uma Igreja na qual os que têm voz são os homens, cumpre assinalar que, no planeta terra, nossa civilização ocidental não é exclusiva nessas posturas machistas. É verdade que más companhias não nos absolvem. (2004, p.69)   

No mundo oriental, ainda hoje, a religião é fortemente marcada na vida das mulheres como é o caso da China, da Arábia Saudita e da Índia onde as mulheres sofrem grandes discriminações.  

Conforme Chassot:

O Islamismo tem tido uma importância ímpar nos últimos 13 séculos e, de uma maneira muito especial, nos dias atuais. Há cerca de 1,3 bilhões de muçulmanos, sendo o Islamismo a religião que mais cresce no mundo. Mesmo que sua concentração maior seja na Ásia e na África, nesses continentes, há países onde é a religião oficial e quase exclusiva; presentemente o Islamismo ganha novos adeptos na Europa e na América [...] (2004 p.70-71). 

O mundo cristão crítica fortemente o Islamismo, em primeiro lugar, pelo fato de permitir de forma institucionalizada a poligamia (casamento de um homem com sete mulheres) e destaca que a poliandria (casamento de uma mulher com sete homens) não é permitido. No Livro Sagrado o Corão só apresenta fatos de homens com mais de uma mulher. Outro fator a se destacar deve-se ao fato de que as mulheres vivem escondidas atrás dos véus. Nessa religião não se permite que a mulher mostre seu rosto e nem seu corpo e isso está inclusive nas Leis do Corão. No entanto, elas conseguiram conquistar posições importantes no governo, na universidade e na imprensa, isso no caso do Irã porque não é comum para todos os países. Nos países árabes as mulheres são privadas de direitos básicos.

Isso se deve ao fato da religião ainda não permitir totalmente que a mulher seja independente. No entanto, se nos remetermos ao passado da cultura semítica e em geral na árabe em particular a poligamia era praticada entre os nobres e líderes. Isso, é claro, se deve ao fato de que as condições financeiras pesavam, pois não era qualquer homem que podia sustentar sete mulheres. Ela era permitida conforme Chassot (2004, p.71-72) “no judaísmo bíblico e pós-bíblico, desde Abraão, Davi, Salomão até a Idade Média, quando as leis mudaram sob a influência do cristianismo”.

No mundo ocidental mais propriamente nas civilizações pré-colombianas conforme Chassot (2004) prevaleceu a dominação sobre a mulher devido a influência do macho colonizador, triunfante e dominador. Essa sociedade foi marcada por visíveis manifestações de uma sociedade de autocracia masculina em que a mulher aparecia marginalizada e submissa.

Hoje num novo milênio, a equação mulher-mãe dá lugar a uma nova mulher seja em relação à religião, política e trabalho. As religiões perceberam que a mulher é tão capaz quanto o homem, que pode cuidar do lar ou contratar alguém para lhe auxiliar, bem como administrar uma vida pública. Além disso, ainda lhe sobra tempo para auxiliar na Igreja, ser presença forte como ministra, catequista ou em alguns casos escolher a vocação de ser freira, dedicando toda sua vida para ajudar pessoas carentes ou não. Portanto, em qualquer segmento da sociedade as diferenças, as desigualdades foram e ainda são presentes, mas muito menos do que já foi no passado. Essas mudanças todas que ocorreram nas sociedades são processos lentos, mas não são obstáculos, pois com seu jeito meigo, fraterno, humano a mulher deu grandes passos. Embora a Igreja, ou ainda a história tenham relegado por muito tempo a mulher a segundo plano hoje ela já colhe bons frutos de toda a caminhada feita até então e que daqui para frente muito ainda será feito. 

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS   

Ao longo da história, a mulher tem conseguido mostrar que ficou para traz aquela mulher que enfrentou preconceitos, que era submissa, incapaz de lidar com os negócios, que só devia cuidar dos filhos, do marido, da casa. Hoje ela mostrou que as barreiras é que dão sentido para que haja a luta, para assim atingir o sucesso profissional e a realização pessoal. 

A atuação da mulher no trabalho, na política, na religião e na sociedade sempre foi árdua em todos os sentidos, principalmente quando se sujeitam a um salário bem inferior do que é estabelecido por lei. Por lei diz-se que homens e mulheres têm direitos iguais, no entanto, na prática nem sempre é o que acontece. 

A mulher ao longo desses dois mil anos de história, sem nos remontarmos ao antecedente dessa época, começa a mostrar-se tão capaz quanto o homem, através de sua competência, criatividade, habilidade, afetividade e principalmente a sua maneira de encarar os desafios já que esses fazem parte de sua trajetória e por isso não lhes intimidam. 

Assim analisando toda trajetória feminina, se conclui que as mulheres adquiriram muitas conquistas, mas ainda falta muita coisa para ser feita e agora, mais do que nunca, se deve dar continuidade a todo esse trabalho para que sejam abolidos do seio da sociedade todo e qualquer tipo de discriminação. 

É nesse sentido que hoje os estudos mostram que homens e mulheres devem ser formadores de opiniões para que assim a Constituição seja a orientadora de vida de todo e qualquer cidadão e que as leis sejam cumpridas em relação a todas as classes sociais. Assim sendo, mulheres chefes de família, mulheres pobres, mulheres discriminadas por serem negras ou mulheres rurais devem ser vistas pela sociedade como mulheres bem sucedidas por serem capazes e fortes o suficiente para vencer os obstáculos da vida.

Enfim, as mulheres lutaram e ainda lutam não para serem homenageadas, exaltadas e sim, por três objetivos sendo que o primeiro é o fim da discriminação, o segundo é o fim da violência e por terceiro o direito ao trabalho, saúde e educação.  

Sendo assim elas podem colaborar no sustento de suas famílias, visto que hoje o mundo capitalista exige cada vez mais das pessoas sejam homens, mulheres ou jovens.                           

REFERÊNCIAS

CHASSOT, Attico. A Ciência é Masculina? É sim, senhora! São Leopoldo: UNISINOS, 2004. 

MACIEL, Elizabeth Nunes. Gênero, Trabalho e Família. Passo Fundo: UPF, 2001. 

 


Fonte: Assessoria de Imprensa

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